"- Sabe quem foi Dom Pedro?
- Não...
- Foi o primeiro Imperador do Brasil!
- Ele era curitibano? Eu sou curitibano, meu irmão é de São Paulo, meu pai é peruano e minha mãe é do interior.
- Não. Ele era português.
- Ah, eu queria que ele fosse curitibano.
- Ele quem proclamou a independência do Brasil, que por causa disso você não vai ter aula dia 7 de setembro. Nesse dia ele foi nas margens do rio Ipiranga e gritou "Independência ou Morte!" em cima de um burro...
- Daí ele matou o burro.
- Ele não matou o burro.
- Ele é imperador do Brasil ele pode matar o burro..."
Eu ajudando uma criança de 5 anos a fazer tarefa de casa sobre 7 de setembro... E ele tem razão o Imperador pode matar o burro.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Simplicidade.
- R de Ricardo.
- Eu tenho um amigo na escola que se chama Ricardo, mas ele não é mais meu amigo, ele usa óculos, mas ele enxerga bem.
- Porque ele não é mais seu amigo?
- Porque ele não quer, ué?!
É uma pena que com o passar do tempo perdemos essa simplicidade e inocência.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Ela
Ela acordou, já passavam das 3 da manhã,
estava suada, assustada molhada em suor. Sentia seu coração bater acelerado,
não se lembrava do sonho, apenas sentia o medo correr pela espinha. Pegou o
copo de água que deixava habitualmente sobre o cômodo ao lado da cama, bebeu
tentando se acalmar. Respirou fundo, fechou os olhos e tentou dormir novamente,
mas não conseguiu, ficou se revirando na cama até resolver ligar a televisão,
ligou a televisão sem prestar atenção no que passava, tentava lembrar seu
sonho, mas não conseguia, lembrou-se que havia sangue, cenas de luta
desconexas, acusações e cobranças, mas não conseguia se lembrar, era um sonho
recorrente que havia voltado, há muitos anos que não os tinha, já tinha até
esquecido, não parava de se questionar o porquê deste sonho voltar, isso a amedrontava.
Escutou batidas na porta, um calafrio
correu pela sua espinha, as batidas continuavam, ela se levantou da cama e foi
pé ante pé até a porta, sem fazer barulho olhou pelo olho mágico e viu que não
havia ninguém.
Virou as costas para voltar para o quarto,
logo nos primeiros passos escutou batidas na porta, arrepiou-se, decidiu que
voltaria para cama e as batidas ficaram ainda mais fortes, voltou a porta, não
havia ninguém, resolveu abrir a porta, poderia ser alguma criança ou
adolescente brincando.
Abriu a porta sentiu uma brisa gelada
passar por seu corpo, mas não viu ninguém por perto, fechou a porta ao se virar
pra ir em direção ao quarto viu um Senhor, idade avançada, olhava para ela, sem
dizer uma palavra. Com o susto ela gritou de medo e a imagem sumiu, ainda
trêmula pediu a Deus para ajudar, procurou o telefone para ligar pra alguém
socorrê-la, pois estava enlouquecendo.
Foi ao seu quarto, e novamente viu o
Senhor sentado em sua cama, ele estava com um sangramento no peito, estava
sujo, parecia zangado com ela, sentiu o ar faltar como se estivesse sendo estrangulada,
não viu mais nada.
Acordou com o despertador, estava deitada
na cama dormindo, sentia seu coração bater acelerado, estava banhada em suor,
só lembrava do Senhor e que havia caído no chão.
Ficou pensando, como acordou na cama, quem
era este Senhor? Procurou por ele pela casa, estava tudo como ela havia deixado
a noite.
Estaria ficando louca? – pensava.
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